colleagues-working-together-in-advertising-agency

As definições tradicionais de design muitas vezes se concentram em criar soluções especificas – seja um produto, uma comunicação visual ou um serviço. O design estratégico aplica alguns dos princípios do design tradicional aos desafios da “visão geral”, como os cuidados de saúde, a educação e as mudanças climáticas. Ele redefine como os problemas são abordados, identifica oportunidades de ação e ajuda a fornecer soluções mais completas e resistentes. O design estratégico é sobre a elaboração de decisões.

Isso funciona melhor quando o projeto é integrado ao DNA das organizações, criando novas oportunidades para os designers com uma aptidão estratégica para migrar de estúdios e agências para posições integradas, dentro de organizações e governos.

O objetivo é expandir a prática do design para além do domínio dos assuntos culturais. Embora muitos designers tenham formação em campos de design tradicional, o design estratégico está focado em aperfeiçoar o conjunto de habilidades e a mentalidade do designer para ajudar a resolver os desafios enfrentados pelo mundo interdependente.

O design estratégico possui três competências essenciais:

 

1. Integração

Como os tomadores de decisão chave às vezes observam apenas as partes e não o conjunto de um problema, elas podem ser cegadas pelas consequências não desejadas de suas escolhas. A abordagem naturalmente integrativa do design ajuda a iluminar a complexa rede de relacionamentos – entre pessoas, organizações e coisas – para fornecer um ponto de vista holístico.

Trabalhando em diferentes áreas de especialização, o design estratégico delineia a “arquitetura do problema”, destacando as principais oportunidades de melhoria em todos os aspectos e resultados de um problema.

 

2. Visualização

A mudança dos números romanos para árabes permitiu que o Ocidente lidasse com a complexidade numérica de uma maneira sem precedentes, causando uma profunda transformação da civilização.

Hoje, os desafios que enfrentamos atingiram um novo nível de complexidade e incerteza, para os quais as planilhas e outros instrumentos analíticos familiares são insuficientes.

Fluente na representação visual, o designer estratégico usa essa habilidade como um meio importante e iterativo de comunicar relacionamentos complexos, até mesmo contraditórios – o que seria difícil ou impossível de explicar apenas em texto e números.

3. Administração

Boas ideias são fáceis de encontrar, implementar as corretas que é o desafio. Nos últimos anos, a ênfase no “design thinking” tem demonstrado fortemente o valor da aplicação da criatividade em um contexto de negócios.

Mas o design bem sucedido não é apenas sobre o pensamento criativo. Envolve também implementar e assegurar que as ideias-chave mantenham a sua integridade durante esse processo. Os designers devem estar envolvidos ao longo da duração dos processos de mudança, fornecendo conhecimentos e feedback constantes para identificar, testar e fornecer soluções duráveis.

 

Fonte: http://www.helsinkidesignlab.org

Sem comentários

Deixe um comentário